Apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, realizaram neste domingo (18) uma série de atos em diferentes cidades do país. As principais mobilizações ocorreram no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Brasília, a uma semana do 2º turno da eleição presidencial.
No mesmo dia, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário de Lula na disputa pelo Palácio do Planalto, participou de um ato de campanha na Avenida Paulista. A manifestação reuniu apoiadores e políticos aliados durante a manhã.
As duas candidaturas adotaram formatos diferentes de mobilização. Enquanto grupos pró-Lula promoveram atos espalhados por várias cidades, Flávio concentrou sua principal atividade do dia em um dos pontos políticos mais tradicionais de São Paulo.
Rio de Janeiro concentra atos de apoio a Lula
O Rio de Janeiro teve duas das principais mobilizações pró-Lula neste domingo. Pela manhã, apoiadores se reuniram na região da Candelária, no Centro da cidade, em um ato que contou com a participação de estudantes, movimentos sociais, políticos e artistas.
Chico Buarque e Marisa Monte participaram da mobilização realizada no Centro. Também estiveram no local nomes ligados à esquerda e a movimentos sociais, enquanto os manifestantes carregavam bandeiras e cartazes relacionados à campanha presidencial.
Mais tarde, uma nova mobilização ocorreu na Praia de Copacabana. O chamado Ato Musical pela Democracia reuniu milhares de pessoas na orla e contou com artistas como Caetano Veloso, Djavan, Fernanda Abreu e Chico César.
Lula não participou das manifestações no Rio. O presidente permaneceu dedicado à preparação para compromissos da campanha nesta reta final antes do 2º turno.
Estratégia de Lula aposta em mobilizações locais
A campanha de Lula passou a estimular atos organizados de maneira mais descentralizada. A estratégia busca fortalecer manifestações promovidas por movimentos sociais, artistas, estudantes e apoiadores em diferentes regiões.
O formato ficou evidente neste domingo. Enquanto o Rio teve manifestações no Centro e em Copacabana, São Paulo recebeu eventos em vários bairros, e Brasília teve caminhada pela área central da capital federal.
Além dessas cidades, houve registros de manifestações em outras capitais. Assim, os apoiadores de Lula ampliaram a presença nas ruas durante o último domingo antes da votação.
Não houve, porém, uma estimativa nacional consolidada sobre o número total de participantes. Os atos tiveram tamanhos e formatos diferentes conforme cada cidade.
Brasília tem caminhada até o Congresso
Em Brasília, apoiadores de Lula começaram a se reunir pela manhã na região do Museu Nacional da República. Depois, o grupo caminhou pela Esplanada dos Ministérios em direção ao Congresso Nacional.
A manifestação reuniu pessoas com bandeiras e materiais de campanha. Além disso, houve discursos e atividades políticas durante a concentração na região central da capital.
O evento integrou a série de mobilizações programadas para o último domingo antes da votação. Assim como no Rio, Lula não participou presencialmente da manifestação.
A campanha manteve a mobilização por meio de apoiadores, movimentos e lideranças políticas. A estratégia buscou ampliar a presença nas ruas em diferentes pontos do país.
São Paulo tem atos espalhados por diferentes regiões
Na capital paulista, os apoiadores de Lula realizaram atividades em vários pontos da cidade. O Largo da Batata, na Zona Oeste, recebeu uma das concentrações ao longo do domingo.
Também houve mobilizações no Largo da Banana e no Grajaú. Na Zona Norte, o evento “O Rap Convoca” reuniu artistas, representantes do hip-hop e apoiadores da candidatura petista.
Emicida participou da programação. Além das apresentações musicais, os atos tiveram bandeiras partidárias, cartazes e manifestações relacionadas a temas sociais e políticos.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) esteve entre os nomes que participaram das atividades. Durante um dos discursos, ela mencionou o fim da escala 6×1, tema que ganhou espaço na campanha eleitoral.
Flávio Bolsonaro reúne apoiadores na Avenida Paulista
Enquanto grupos pró-Lula realizavam eventos descentralizados, Flávio Bolsonaro concentrou sua principal atividade na Avenida Paulista. O candidato participou da manifestação acompanhado de aliados políticos e apoiadores.
Segundo estimativa do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e da More in Common, o ato reuniu 71,9 mil pessoas no momento de maior concentração. A margem de erro foi calculada em 12%.
Entre os políticos presentes estavam o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Durante o discurso, Flávio fez críticas ao PT e falou sobre os últimos dias da campanha. O senador também mencionou propostas para um eventual governo e voltou a citar o pai, Jair Bolsonaro.
Míssil inflável chama atenção durante ato
Um míssil inflável gigante levado por participantes chamou atenção durante a manifestação na Avenida Paulista. O objeto trazia a frase em inglês “Trump nuke Brazil”. A mensagem era dirigida ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pedia um ataque nuclear contra o Brasil. Imagens do inflável circularam nas redes sociais durante o evento.
Até então, não havia indicação de que o objeto ou a mensagem fizessem parte da organização oficial da campanha de Flávio Bolsonaro. Além do inflável, o ato teve bandeiras, cartazes e palavras de ordem. A manifestação integrou a agenda da candidatura do PL na reta final antes da votação.
Campanhas entram na última semana antes do 2º turno
As mobilizações deste domingo marcaram o começo da última semana de campanha antes do 2º turno. Lula e Flávio disputam a Presidência no próximo domingo (25).
Os atos também mostraram diferenças na forma de mobilização. Apoiadores de Lula apostaram em várias manifestações simultâneas e localizadas, enquanto a candidatura de Flávio reuniu sua principal concentração do dia na Avenida Paulista.
No Rio de Janeiro, a participação de artistas deu maior visibilidade às manifestações. Já em Brasília, a caminhada pela Esplanada reforçou a presença de apoiadores na capital federal.
Até a votação, as duas campanhas ainda terão compromissos públicos, entrevistas e debates. A disputa entra agora nos últimos dias antes da decisão dos eleitores.
